sábado, 22 de maio de 2010

A IMPORTÂNCIA DA AFETIVIDADE PARA O PROCESSO ENSINO -

A IMPORTÂNCIA DA AFETIVIDADE PARA O PROCESSO ENSINO -


APRENDIZAGEM COM CRIANÇAS ATÉ 12 ANOS



Ednalva Matias Santos Assunção

Guiomar Moreira dos Santos



RESUMO



O artigo trata da importância do desenvolvimento da afetividade paralelamente ao desenvolvimento cognitivo nas escolas, mostrando por meio das teorias de Piaget, Vygotsky e Wallon, como estão intimamente relacionados. Oferece contribuições para que o professor desenvolva uma relação de afeto com seus alunos e discute a necessidade de atenção a essa dimensão em sala de aula. O artigo tem por objetivo discutir a importância do estudo dos teóricos: Piaget, Wallon e Vygotsky, na formação cognitiva e afetiva na criança, analisar como se dá o processo de ensino - aprendizagem nas crianças até 12 anos e analisar de que forma as escolas podem trabalhar a partir dos conceitos dos três autores na formação cognitiva dos estudantes. Diante das reflexões que decorrem neste trabalho acerca da afetividade, na importante e difícil relação entre professor e aluno, fica claro que a afetividade e inteligência se misturam, dependendo uma da outra para evoluir, visto que a parte afetiva é essencial para o desenvolvimento humano. Será concluído, abordando as perspectivas psicopedagógica para os Anos Inicias do Ensino Fundamental.



Palavras-chave : Desenvolvimento. Afetividade. Formação. Ensino-aprendizagem.



INTRODUÇÃO



A idéia de pesquisar o tema afetividade e cognição: o processo de ensino - aprendizagem nas séries iniciais, surgiu após ter concluído os estágios dos módulos 8 e 10 e a disciplina de Introdução a Psicopedagogia do módulo 11, o qual se fundamentou basicamente nas teorias de Piaget, Vygotsky e Wallon.

Durante todo o curso de Pedagogia foram feitas reflexões sobre as reais contribuições da psicologia para a educação, de forma a desenvolver capacidades e habilidades para futura atuação como mediadores do conhecimento. Pensando nisso surgiu a questão: Como se dá o processo de afetividade/ cognição e aprendizagem com as crianças até 12 anos?

Estudos na área de desenvolvimento humano têm mostrado como questões afetivas e cognitivas influenciam diretamente no processo ensino-aprendizagem. Dentre os teóricos construtivistas enfatizados nesse artigo, Wallon e Vygotsky são proeminentes no estudo de como essas duas faculdades, agindo de forma dialética, contribuem no desenvolvimento da criança.

Levando em consideração esse processo, surgiram alguns questionamentos como:

a) Quais as contribuições que Piaget, Wallon e Vygotsky trouxeram para o desenvolvimento cognitivo no processo de desenvolvimento humano; b) Como a afetividade influencia no processo cognitivo; c) De que forma a escola pode atuar nessa perspectiva psicopedagógica para melhorar a afetividade.

Para responder estas questões, primeiramente serão analisadas as teorias de Piaget, Vygotsky e Wallon separadamente, levando em conta as contribuições para o campo educacional, abordando o processo de cognição e afetividade sob a ótica dos três estudiosos, concluindo assim a perspectiva psicopedagógica e a escola. A pesquisa será desenvolvida através de coleta de dados por meio de pesquisas bibliográficas, mostrando a importância da afetividade para o processo ensino aprendizagem com crianças até 12 anos.





I - DESENVOLVIMENTO HUMANO: UMA QUESTÃO PSICOPEDAGÓGICA

O estudo da psicologia aplicada na educação tem sido intensa nos últimos anos sob a luz de alguns teóricos. A escola é o segundo grupo da escala social mais importante na vida das crianças. Hoje, boa parte delas, ingressam nas instituições aos quatro meses de idade.

De acordo com De Paula e Mendonça (2007), para o professor é de fundamental importância a compreensão do desenvolvimento humano nos primeiros anos de vida. Esse conhecimento capacita o educador, tornando-o apto a entender as características psíquicas, biológicas e comportamentais da criança em uma fase específica do seu crescimento, possibilitando o reconhecimento de possíveis deficiências no processo, bem como a devida intervenção.

Durante muitos anos, a dificuldade de aprendizagem era vista como problema orgânico. Depois da aplicação de teorias psicanalíticas na área médica essa visão foi modificada com as novas concepções sobre tais dificuldades. Surge o movimento da Escola Nova que durou dos anos 20 até 60. Por meio de experiências educativas existentes nos Estados Unidos e na Europa, o Brasil se empenhou em encontrar respostas para os problemas educacionais que buscava enfatizar uma pedagogia humanística.

Segundo Gouvêa (2005) só a partir da década de 80 a psicopedagogia conseguiu se estruturar graças a sua funcionalidade e eficiência ao tratar com dificuldades de aprendizagem, atuando de forma direta nas escolas de todo o mundo.

O processo de ensino-aprendizagem vai além dos conteúdos didáticos. É necessário conhecer e acompanhar individualmente o desenvolvimento de cada criança durante o período escolar para que seja proporcionada a cada estudante uma metodologia que facilite seu desenvolvimento afetivo, cognitivo e motor.



II - PIAGET E OS ESTÁGIOS DE DESENVOLVIMENTO HUMANO



Piaget desenvolveu estudos científicos em diversos campos como a psicologia do

desenvolvimento, epistemologia genética e a teoria cognitiva.

O indivíduo tende a um ¹equilíbrio, que está relacionado a um comportamento adaptativo em relação à natureza, que por sua vez sugere



___________________________ ¹equilibrio, equilibração, terminogras utilizadas por Piaget no livro Psicologia do Desenvolvimento, livro II de Maria Regina Rapaport e trata do conhecimento novo que traz uma estabilização após a sua internalização.

um sujeito de características biológicas inegáveis, as quais são fonte de construção da inteligência. O desenvolvimento é caracterizado por um processo de sucessivas equilibrações. O desenvolvimento psíquico começa quando nascemos e segue até a maturidade, sendo comparável ao crescimento orgânico: com este, orienta-se, essencialmente, para o equilíbrio (PIAGET, 1974, p.13).

Esse desenvolvimento apesar de contínuo é caracterizado por determinadas formas de pensar e agir em diferentes idades, formas que o autor denominou estágios e refletem os diferentes modos de a criança pensar ao longo de sua vida. Segundo Piaget, o desenvolvimento passa por quatro diferentes estágios: e agir em diferentes idades, formas que o autor denominou estágios e refletem os diferentes modos de a criança pensar ao longo de sua vida. Segundo Piaget, o desenvolvimento passa por quatro diferentes estágios:

O sensório-motor (0 a 2 anos aproximadamente), a criança procura observar os objetos que a rodeia e passa a ter controle motor, adquirindo conhecimentos empíricos que são controlados por informações sensoriais imediatas. A principal característica desse período é a ausência da função semiótica. A inteligência é trabalhada por meio de percepções e ações, como o deslocamento do próprio corpo.

A linguagem começa por repetição de sílabas e vai até às palavras que não são frases, mas indicadores de ações já que não representa mentalmente os objetos. A criança nessa fase reage a isolamento e indiferença quanto a sua conduta social, pois acredita que o mundo é apenas ela mesma.

O pré-operatório (2 a 7 anos aproximadamente), a criança procura desenvolver a habilidade verbal. Aqui, ela já consegue nomear objetos e raciocinar intuitivamente, embora ainda não consiga coordenar operações fundamentais. De dois a quatro anos a criança vive o período simbólico, ou seja, a função semiótica permite o surgimento da imitação, linguagem, dramatização, desenho, etc., criando imagens mentais na ausência do objeto ou da ação. É conhecido também como o período da fantasia e do jogo simbólico. A linguagem está no nível de monólogo. Todas as

crianças falam ao mesmo tempo sem ter uma linearidade com o que o outro está dizendo. Piaget denomina algumas expressões verbais delas como nominalismo (nomear objetos que ainda não saibam o nome), egocentrismo/superdeterminação (teimosia). Dos quatro a oito anos as crianças vivem o período intuitivo que é marcado

pelo desejo de explicação dos fenômenos, onde “os por quês” são freqüentes. Aqui elas

já distinguem a fantasia do real.

O estágio operatório concreto (7 a 11 anos aproximadamente), as crianças começam a lidar com conceitos abstratos e é caracterizado por uma constante habilidade de solucionar problemas concretos e por uma lógica interna. O sujeito já é capaz de organizar o mundo da forma lógica ou operatória. Nesse momento as crianças formam grupos, círculos de amizades, compreendendo regras e estabelecem compromissos. Mas, discutir pontos de vista e chegar a um senso comum só será possível na fase seguinte.

O operatório formal (aproximadamente a partir dos 12 anos), a criança inicia sua transição para o modo de pensar do adulto, sendo capaz de refletir sobre idéias abstratas e raciocinar sistematicamente. A partir de estruturas lógico-matemático e hipotético-dedutivo é possível a dialética, permitindo uma conclusão diante de uma discussão e estabelecer relações cooperativas e reciprocidade em grupos sociais.

De acordo com a teoria de Jean Piaget, o desenvolvimento intelectual possui dois componentes que são o cognitivo e o afetivo. Ambos se dão paralelamente e é de fundamental importância o cuidado com o aspecto afetivo no processo de ensino-aprendizagem, pois ele é a dimensão que representa a dificuldade na tomada de consciência do eu e do outro.



III - O DESENVOLVIMENTO HUMANO SOB A LUZ DE VYGOTSKY



A teoria de Vygotsky fundamenta-se no desenvolvimento humano como resultado de um processo sócio-histórico, uma maior importância ao papel da linguagem e da aprendizagem, tendo como centro das atenções a aquisição de conhecimentos pela interação do sujeito com o meio. Para Vygotsky (1988),

“a formação de conceitos se dá através das relações entre o pensamento e a linguagem, questões culturais na construção de significados, processo de internalização e ao papel da escola enquanto transmissora de conhecimentos.”

Ele propõe uma visão de formação das funções psíquicas superiores tais como a internalização mediada pela cultura.

Segundo Vygotsky, existe a Zona de Desenvolvimento Proximal, que diz respeito a distância entre o nível de desenvolvimento atual e o nível potencial do desenvolvimento. A idéia de Mediação enfatiza a construção do conhecimento como uma interação mediada por varias relações. A linguagem representa uma grande importância para a evolução humana. É por meio dela que criamos conceitos, formas de organização do real, a mediação entre sujeito e o objeto do conhecimento. Na Cultura que é fornecido ao ser humano os sistemas simbólicos de representação da realidade, que estão em constante progresso de recriação e reinterpretarão de informações, conceitos e significações.

Para o funcionamento do psicológico, o desenvolvimento do processo de internalização que envolve uma atividade externa que deve ser modificada para se tornar uma atividade interna, é interpessoal e se torna intrapessoal. A interação social se dá no pensamento, memória, percepção e atenção. A motivação, a necessidade, impulso, emoção e afeto, parte através do pensamento. Outra importância da relação ensino- aprendizagem no aspecto emocional se dá através do que Vygotsky classifica como influência da educação no sentimento.

“Se quisermos que os alunos recordem melhor ou exercitem mais o pensamento, devemos fazer com que as atividades sejam emocionalmente estimuladas. A experiência e a pesquisa têm mostrado que um fato impregnado de emoção é recordado mais sólido, firme e prolongado que um feito indiferente. Cada vez que comunicarem algo ao aluno tente afetar seu sentimento. A emoção não é uma ferramenta menos importante que o pensamento” (Vygotsky, 1988, p. 97)

Assim, se para Vygotsky a emoção e o sentimento são fatores determinantes no desenvolvimento cognitivo, podemos concluir que a escola é onde a intervenção pedagógica interacional desencadeia o processo ensino-aprendizagem.



IV - WALLON E O DESENVOLVIMENTO DA CONSCIÊNCIA



Henri Wallon num primeiro momento dedicou-se à psicopatologia e depois ao desenvolvimento da criança, tendo a consciência como fundamental questão, buscando entendê-la pela sua gênese. Sua teoria aponta para dois fatores que constitui condições para cada estágio que são os fatores orgânicos e sociais. Essas características se dão em cada estágio em determinada cultura e época. Wallon (2000) aponta cinco estágios de desenvolvimento que são o impulsivo emocional, sensório motor e projetivo, personalismo, categorial e puberdade e adolescência.

O estágio impulsivo emocional (0 a 1 ano), se divide em duas fases. A primeira é chamada de impulsiva que começa no momento do nascimento e dura até o 3º mês de vida, onde a exploração do próprio corpo em relação as suas sensibilidades externas e internas são explorados por meio de movimentos bruscos e desordenados que expressam bem ou mal estar. Na segunda fase que vai do 3º mês ao 1º ano é chamado de emocional, onde já reconhece sensações como o medo e a alegria, ou seja, é capaz de se comunicar com o próprio corpo.

O estágio sensório- motor e projetivo (1 a 3 anos), a criança já percebe o espaço físico ao sentar, pegar e apontar, acompanhados pela fala. Ela já descrimina objetos, separando-os entre si e isso a prepara para o afetivo e cognitivo no próximo estágio.

No estágio do personalismo (3 a 6 anos), é marcado exploração de si mesmo como alguém diferente do outro, construindo sua subjetividade por meio de atividades de oposição e ao mesmo tempo sedução a outras pessoas.

O estágio categorial (6 a 11 anos), nesse momento a criança está em condições de exploração mental do mundo físico por meio de classificação, agrupamento, seriação, abstração e chega ao pensamento categorial que é a organização do mundo físico e compreensão mais nítida de si mesmo.

O estágio da puberdade e adolescência (11 anos em diante), o sujeito se prepara para a vida adulta passando por crises de exploração de si mesmo como uma identidade autônoma, auto-afirmação, questionamentos existenciais e ao mesmo tempo submete-se a valores impostos pela sociedade e pela família embora não compreenda ou aceite. As categorias cognitivas aqui possuem um alto nível de abstração que possibilita discriminação de limites, autonomia e dependência.

Mudanças no corpo e na personalidade causam conflitos diante de si mesmo. Em todas as fases, os aspectos motor, afetivo e cognitivo reagem a estímulos internos e externos, traduzindo a passagem do sincretismo para a diferenciação que está presente no processo de desenvolvimento. O afetivo se origina na intercepção que são responsáveis pela atividade generalizada do organismo.



V - A ESCOLA E A PERSPECTIVA PSICOPEDAGÓGICA



Na perspectiva psicopedagógica, os autores: Piaget, Vygotsky e Wallon contribuem com

suas teorias de forma significativa e eficaz para a compreensão do desenvolvimento

humano no processo de ensino-aprendizagem nas séries iniciais.

Jean Piaget, oferece aos professores uma teoria didática para que possam desenvolver as capacidades e habilidades cognitivas e afetivas nos alunos por meio de estímulos. É de suma importância a definição dos períodos de desenvolvimento da inteligência para que auxilie o professor no entendimento da fase que seus alunos estão passando e montar uma didática específica para o grupo.

Baseado na teoria de Vygotsky, o professor é o mediador entre o sujeito e o objeto de estudo, interferindo no processo de aprendizagem, levando em conta aspectos da linguagem, cultura, processo de internalização, função mental e zona de desenvolvimento proximal. O aluno aprende junto ao outro o que produz o grupo social seja na linguagem, valores ou conhecimentos.

Wallon propõe uma teoria pedagógica tendo o “meio” como um conjunto de circunstâncias no qual as pessoas se desenvolvem interagindo com o outro.



CONSIDERAÇÕES FINAIS



“A afetividade refere-se à capacidade, à disposição do ser humano de ser afetado pelo mundo externo/interno por sensações ligadas a tonalidades agradáveis e desagradáveis.” (GALVÃO, 2004)

Dessa maneira, o artigo aqui apresentado sugere que o professor compreenda as teorias do desenvolvimento humano e tenha atitude de investigador do aluno e da sua prática por meio de pesquisas na área psicopedagógica. O estudo acerca da relação entre afetividade e sua influência no processo de desenvolvimento da aprendizagem da criança com base nas teorias leva a algumas considerações. A primeira delas é o fato de que afetividade e inteligência constituem um conjunto inseparável na evolução do psiquismo da criança, pois ambas têm funções bastante definidas e quando se integram, permitem à criança alcançar níveis de pensamento cada vez mais elevados e a constituição da sua pessoa, que expressa a sua forma de ser única no mundo. Na escola, um bom ajustamento afetivo se torna condição necessária ao pleno desenvolvimento do aluno. Foram evidentes durante os estágios II, III e IV, que as Regras de Boa Convivência e os Jogos foram instrumentos importantes, trabalhando tanto o aspecto afetivo quanto o cognitivo, que são indissociáveis na conduta humana. Nesse caso, o professor desempenha o papel de mediador no processo educativo, isso significa que a ação do professor precisa ser pautada no conhecimento acerca do desenvolvimento psicológico da criança e, consequentemente, das suas necessidades.

Acredito que dessa forma, o professor terá condições de tomar as decisões comprometidas com o desenvolvimento de habilidades e potencialidades, que façam desse aluno uma pessoa mais feliz e plenamente realizada em suas aprendizagens.

Enfim, fica evidente a importância que tem para nós educadores, o conhecimento da afetividade, quer seja através das emoções, da força motora das ações ou do desejo e da transferência, para o melhor desenvolvimento da aprendizagem do aluno e, conseqüentemente, para uma melhor relação entre este e o professor. A escola, portanto, deve voltar-se para a qualidade das suas relações, valorizando o desenvolvimento afetivo, social e não apenas cognitivo, como elementos fundamentais no desenvolvimento da criança como um todo.

Por isso é imprescindível que nós professores estejamos preparados para atender e desenvolver as necessidades afetivas dos nossos alunos, que só se consolidarão através de experiências puramente afetivas das crianças com o professor entre si, pois quem está nessa luta deve conhecer as armas necessárias para vencê-la. Precisamos ter sensibilidade para falar ao coração dos nossos alunos, levando-os a pensar antes de reagir, a não ter medo do medo, a ser líder de si mesmo, autor da sua história, a se doar sem esperar retorno, extrair prazer nos pequenos estímulos da existência, saber perder, correr riscos para transformar os sonhos em realidade. Mas acima de tudo levá-los a se conscientizar de que o respeito mútuo é imprescindível para o ser humano, é onde nos edificamos como seres pensantes, o afeto e inteligência curam as feridas da alma, reescrevem as páginas fechadas do inconsciente.

O professor é um mediador que está entre a criança e a sociedade, é ele que leva a criança perceber que o mundo é muito mais do que sua vida em família. Por isso nós professores devemos educar olhando nos olhos, onde os gestos falam mais do que muitas palavras.

Através deste artigo percebemos que as teorias de Piaget, Vygotsky e Wallon fazem parte do nosso ser, pois os três autores tem como primordial a afetividade e ela está em constância em nossas vida. Com isso, ajudou-nos a aprofundar e fundamentar aquilo que já tínhamos como prática, tanto pessoal como profissional sustentando e embasando as nossas atitudes e auxiliando na tomadas de decisões frente a situações ocorridas no dia-a-dia.





REFERÊNCIAS



CHALITA, G; Pedagogia do Amor: a contribuição das histórias universais para a formação de valores das novas gerações – São Paulo: 19ª Ed. - Editora Gente, 2003. 208 p.



CODO, W. & GAZZOTTI, A. A. Trabalho e Afetividade. In: CODO, W. (coord.) Educação, Carinho e Trabalho. Petrópolis-RJ:Vozes, 1999.



PAULA, E M A T. de; MENDONÇA, F W. / Psicologia do Desenvolvimento./- Curitiba: IESDE Brasil S.A. 160 p.



SÁ, MÁRCIA SOUTO MAIOR MOURÃO; VALLE, BERTHA DE BORJE REIS DO; DELOU, CRISTINA MARIA CARVALHO; et al./ Introdução à Psicopedagogia. / 2ª Ed – Curitiba: IESDE Brasil S.A., 2008. 144 p.



Ludicidade na educação infantil

LUDICIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL






Sibele Santos Vasconcelos

Jusane Matos da Silva







RESUMO



A intenção deste artigo é sensibilizar os professores de educação infantil e do ensino fundamental das séries iniciais do importante papel que os jogos, as brincadeiras e os brinquedos exercem no desenvolvimento da criança. Para isso se faz necessário saber o significado do brincar, conceituar os principais termos utilizados para designar o ato de brincar, tornando-se também fundamental analisar o papel do educador neste processo lúdico, e ainda, os benefícios que o brincar proporciona. Faremos também algumas considerações importantes sobre os jogos e brinquedos. Desta forma, espera-se oferecer uma leitura mais consciente acerca da importância do brincar na vida do ser humano, e em especial na vida da criança.





PALAVRA – CHAVE: Ludicidade. Brincar. Educação Infantil. Aprendizagem e desenvolvimento.

INTRODUÇÃO



O artigo tem como principal intuito de refletir sobre a prática da ludicidade na Educação Infantil. Tendo como objetivos escrever conceitos, importância e a utilização da ludicidade pelos professores que trabalham com crianças neste nível escola. Enfatizando a importância desta na prática para o desenvolvimento total das crianças. A presença de atividades lúdicas pode ser responsável em transformar, modificar e renovar todo o espaço no qual funciona a Educação Infantil desenvolvendo na criança habilidades cognitivas, motoras entre outras que são necessárias para o desenvolvimento ideal da criança nesta fase. No decorrer do trabalho abordamos um breve histórico da Educação Infantil desde a contemporaneidade onde perpassa as grandes mudanças que continuam até a atualidade. Muitos pesquisadores denominam o século XXI como os séculos da ludicidade viveram em tempos em que diversão, lazer, entretenimento apresentam-se como condições muito perquiridas pela sociedade. E por torna-se a dimensão lúdica alvo de tantas atenções e desejos, faz-se necessariamente e fundamental resgatarmos a sua essência.

Na Educação Infantil a criança certamente brinca, começa a fazer amigos, passa horas felizes convivendo com crianças e adultos que não são seus familiares. No entanto, não é apenas isso o que acontece. Até os cinco anos, a criança viverá uma das mais complexas fases do desenvolvimento humano, nos aspectos intelectual, emocional, social e motor, que será tanto mais ricas quanto mais qualificadas forem às condições oferecidas pelo ambiente e pelos adultos que a cercam. Uma escola precisa ser mais do que um lugar agradável, onde se brinca. Deve ser um espaço estimulante, educativo, seguro, afetivo, com professores realmente preparados para acompanhar a criança nesse processo intenso e cotidiano de descobertas e de crescimento. Precisa propiciar a possibilidade de uma base sólida que influenciará todo o desenvolvimento futuro dessa criança.

O trabalho na Educação Infantil não se restringe à aplicação de rituais repetitivos da escrita, leitura e cálculo. Ela começa no momento da própria expressão, quando as crianças falam de sua realidade e identificam os objetos que estão ao seu redor. O objetivo primordial é a apreensão e a compreensão do mundo, desde o que está mais próxima a criança até o que lhe está mais distante, visando à comunicação, à aquisição de conhecimentos, à troca. Assim, se as atividades realizadas na pré-escola enriquecem as experiências infantis e possuem um significado para a vida das crianças, elas podem favorecer o processo de desenvolvimento e aprendizagem, quer ao nível do reconhecimento e representação dos objetos e das suas vivências, quer ao nível da expressão de seus pensamentos e afetos.

Levando em consideração a visão que foi colocada e as observações feitas durante nosso estágio, no qual tivemos a oportunidade de vivenciar a realidade dentro de uma escola, que apesar da boa relação professor - aluno faltava à presença de atividades lúdicas que devem está presentes no dia-a-dia da criança principalmente no que se refere à aprendizagem e desenvolvimento. Durante todo o Período dos Estágios Supervisionados de Pedagogia da Universidade Luterana do Brasil (ULBRA) de Contendas do Sincorá-BA, tivemos muitas oportunidades de compreender, os problemas vividos pela educação no Brasil, os estágios, sem dúvida muito colaboraram para o aumento de meus conhecimentos, servindo não somente para licenciatura, mas também para a minha vida no dia a dia. Ensinar com êxito é ter o domínio de uma prática, de um saber fazer. Qualquer teoria do ensino, inclua-se aí portanto a teoria construtivista, é um esforço prescritivo, isto é, uma tentativa de elaborar regras para a prática de ensinar. Ora, nem todas as práticas são exaustivamente reguláveis. Saber fazer poesia ou saber contar piadas com graça são, da mesma forma que saber ensinar, o domínio de uma prática não inteiramente regulável. Trata-se das complexas relações entre teoria e prática.

São essas condições que nos levam a pensar que pode ser uma temeridade, de efeitos até desastrosos, fazer uma tentativa de induzir centenas de milhares de professores a alterar suas práticas a partir de uma teoria do ensino e da aprendizagem que presumimos verdadeira.











DESENVOLVIMENTO



Ao refletir sobre o ofício do lúdico nas escolas, sendo este de fundamental importância, e não deve ser negligenciado às crianças, sabendo, que a atividade lúdica só é eficaz se for desempenhada simultaneamente na função distrair e instruir. Percebe-se que brincando com jogos matemáticos as crianças elaboram raciocínio lógico e melhoram a sua comunicação, desta forma estão se socializando e aprendendo significativamente. A aprendizagem do educando é preocupação fundamental para a escola, hoje ela pode e deve se empenhar e interagir no sentido de trazer e oportunizar os jogos educativos incentivando um aprendizado matemático e outras disciplinas mais significativas, desenvolvendo habilidades essenciais para o desenvolvimento dos indivíduos envolvidos no processo educacional.

Dentre os jogos pedagógicos encontram-se inúmeros jogos disciplinados, os quais despertam nas crianças um nível muito bom de conhecimento, sendo este fundamental para a educação de qualidade e com excelente desenvolvimento emocional e cognitivo das crianças. Estes jogos representam um universo lúdico muito rico para ser vivenciado principalmente na Educação Infantil. Para tanto, é necessário que os educadores tenham conhecimento e compreensão do domínio desses jogos para melhor aplicá-los e terem um retorno real segundo o seu planejamento, visando sempre o desenvolvimento das capacidades intelectuais da criança. Nesta perspectiva, quando a prática pedagógica é trabalhada a partir de atividades com o lúdico, os educadores são conduzidos a pensar em mudanças que sejam significativas para o meio educacional, dando ênfase ao desenvolvimento cognitivo e provocar o amadurecimento do ser humano como todo a partir da ludicidade.

Pode-se entender o universo lúdico como parte fundamental da construção social da subjetividade social da criança, elaborando valores que a sociedade lhe apresenta como importantes e indispensáveis para seu convívio social. O jogo deve ser utilizado dentro de uma proposta pedagógica para desencadear um aprendizado significativo. Para tanto, é necessário à combinação de jogos lúdicos nas séries iniciais. A Instituição Escolar poderá e deverá assumir uma postura crítica para desenvolver em seus educando a capacidade de desenvolver habilidades operatórias e raciocínio lógico nas disciplinas.

Para Antunes (1998) "A utilização dos jogos devem ser somente quando a programação possibilitar, e somente quando se constituírem em um auxílio eficiente, ao alcance de um objeto dentro dessa programação”.

O jogo deve ter sempre um caráter desafiador para o educando, acompanhado de um planejamento educacional com objetivos propostos pelo educador. Neste contexto observa-se a importância do planejamento do professor, pois o jogo deve estar inserido em suas atividades como suporte pedagógico e não como mero passa tempo. Ressalta-se ainda a observação do educador na introdução do jogo, este deve ter a preocupação com a maturidade da criança quanto aos desafios a serem superados e ao mesmo tempo perceber quando o educando não estar sentindo interesse ou sente-se cansado. Nota-se que quando se estuda a possibilidade da utilização de ludicidade na Educação Infantil no processo ensino aprendizagem não apenas o seu conteúdo deve ser considerado, a maneira como o jogo se apresente tem grande valia no contexto, verificando a faixa etária do público alvo em questão.

Segundo Antunes (1998) "Existem quatro elementos que justificam e condicionam a aplicação dos jogos. Esses elementos se graduam segundo a sua importância".



1. Capacidade de se construir em fator de auto – estima do aluno;

2. Condições psicológicas favoráveis;

3. Condições ambientais;

4. Fundamentos técnicos.



A metodologia aplicada para construção deste artigo científico é com base em observações em salas de aula nas séries iniciais, vendo a necessidade da introdução do lúdico nas aulas, o referido artigo foi baseado em estudos bibliográficos nas obras de Celso Antunes, Kishimoto, MARCELINO, NELSON.C e para embasamento teórico.

A pesquisa foi construída em várias semanas, observando o desenvolvimento das crianças nas salas de aula que eram aplicados os jogos. Buscaram-se informações e respostas para as várias indagações que o tema propõe. Durante o estágio em Educação Infantil percebemos que havia uma necessidade de se trabalhar a ludicidade nas turmas das Instituições, pois o tempo que passamos com eles não houve nem uma atividade voltada para o lúdico, isto nos instigou a desenvolver o projeto que foi apresentado no estágio I, II e III.

O enfoque na avaliação lúdica é um dos muitos caminhos que nos possibilita ver como a criança inicia seu processo de adaptação à realidade através de uma conquista física, funcional aprendendo a lidar de forma cada vez mais coordenada, flexível e intencional com seu corpo, situando-o e organizando-o num contexto espaço-temporal que lhe é reconhecível, que começa a fazer sentido para sua memória pessoal. E, como é justamente essa organização significativa da ação sensório-motora que lhe dá condições de, pouco a pouco, ir mudando sua forma de interagir com o meio, no caminho de uma abstração reflexiva crescente.

A Ludicidade é um importante aliado para o ensino formal da Educação Infantil, através de jogos como: boliche, bingos, dominó, baralho, dado, quebra-cabeça, xadrez, jogo da memória, jogo da velha, jogo dos primeiros números, na ponta da língua, blocos lógicos, linha da vida, caixa surpresa, números impares, números pares, brinquedos educativos, tridimensional, habilidades de calculo, módulos educativos (desenvolvem-se habilidades operatórias).

Kishimoto, (2000) "defende que com a aquisição do conhecimento físico, a criança terá elementos para estabelecer relações e desenvolver seu raciocínio lógico matemático, o que é importante para o desenvolvimento da capacidade de ler e escrever". É viável observar que para o sujeito apropriar-se de conceitos como de números é necessário que este exercite a ação mental sobre o objeto social de conhecimento.

A maioria das escolas tem didatizado a atividade lúdica das crianças restringindo-as a exercícios repetidos de discriminação viso- motora e auditiva, através do uso de brinquedos, desenhos coloridos, músicas ritmadas. Ao fazer isso, ao mesmo tempo em que bloqueia a organização independente das crianças para a brincadeira, essas práticas pré- escolares, através do trabalho lúdico didatizado, enfatizam os alunos, como se sua ação simbólica servisse apenas para exercitar e facilitar para o professor, a transmissão de determinada visão do mundo, definida a priori pela escola.

“É fundamental que se assegure à criança o tempo e os espaços para que o caráter lúdico do lazer seja vivenciado com intensidade capaz de formar a base sólida para a criatividade e a participação cultural e, sobretudo para o exercício do prazer de viver, e viver, como diz a canção... como se fora brincadeira de roda...” (MARCELINO, NELSON.C.,1996.p.38).

É papel da educação é formar pessoas criticas e criativas, que criem, inventem, descubra, que sejam capazes de construir conhecimento. Não devendo aceitar simplesmente o que os outros já fizeram, aceitando tudo o que lhe é oferecido. Daí a importância de se ter alunos que sejam ativos, que cedo aprendem a descobrir, adotando assim uma atitude mais de iniciativa do que de expectativa.

Considera-se função da educação infantil promover o desenvolvimento global da criança; para tanto é preciso considerar os conhecimentos que ela já possui, proporcionar a criança vivenciar seu mundo, explorando, respeitando e reconstruindo. Nesse sentido a educação infantil deve trabalhar a criança, tomando como ponto de partida que está é um ser com características individuais e que precisa de estímulos, para crescer criativa, inventiva e acima de tudo crítica.











CONCLUSÃO



O que se pode observar claramente diante das questões colocadas no artigo que o lúdico é de extrema importância no desenvolvimento da criança e é preciso que os profissionais de educação infantil tenham acesso ao conhecimento produzido na área da educação infantil e da cultura em geral, para repensarem sua prática, se reconstruir enquanto cidadãos e atuarem enquanto sujeitos da produção de conhecimento. E para que possam mais do que "implantar" currículos ou "aplicar" propostas à realidade da creche/pré-escola, série iniciais em que atuam efetivamente participar da sua concepção, construção e consolidação e assim estejam conscientes da importância do lúdico na vida do seu aluno. O professor na Educação Infantil deve ser consciente que o brincar com criança não é perder tempo, é ganhá-lo; se é triste ver meninos sem escola, mais triste ainda é vê-los, sentados enfileirados, em salas sem ar, com exercícios estéreis, sem valor para a formação do homem.

O Referencial nacional para a educação infantil abre um maior espaço para que os conteúdos sejam trabalhados em âmbitos gerais, processados de forma integrada e global fazendo inter-relações entre diferentes eixos a serem desenvolvidos com as crianças, eixos estes fundamentais ao seu desenvolvimento. Isto deu-se através do Conselho nacional da educação, pela Lei de Diretrizes e Bases Educacionais para a educação infantil, em 7 de abril de 1999, O Educador, como mediador desse processo, tem como meta organizar os conteúdos de forma que se tenham informações de diversas áreas, sem que se separem, estudando a questão como um todo, olhando-a sob diferentes ângulos, ou seja, pontos de vista, diferentes, onde será prontamente ressaltado o devido valor do respeito ao ouvir e tentar compreender uma opinião oposta que venha a surgir no decorrer dessas ações educativas, que terão reflexos extra-escola, provavelmente.

É fundamental para que os alunos situem-se no mundo de hoje, o apoio de professores também atualizados e que estejam preparados para administrar suas aulas dentro dos enfoques como a interdisciplinaridade, inteligências múltiplas e formação de competências. Para que as crianças consigam processar as inúmeras informações que lhes são transmitidas diariamente pela mídia, sabendo construir suas reflexões, levando em conta aspectos envolvidos, e não tomar para si uma opinião 'da maioria' como pessoal, sem argumentos. Por isso, o educador é responsável pelo desenvolvimento da identidade e autonomia de seus alunos, sem esquecermos da primordial importância da família que intervêm favoravelmente, integrando-se à 'missão' de educador.







REFERÊNCIAS



ANTUNES, Celso. Jogos para Estimulação das Múltiplas inteligências. Petrópolis: Vozes, 1998.

Aprender um desafio reconstrutivo

APRENDER: Um Desafio Reconstrutivo




Lucia Pinto Gomes

Lindinalva Alves Moreira



RESUMO

Aprender: o desafio reconstrutivo. Esse artigo discute os pressupostos teóricos de uma ação pedagógica voltada para a formação de conceitos das disciplinas a partir de proposta didático-pedagógica desenvolvida no contexto do ensino-aprendizagem.

A Educação visa ao desenvolvimento global do aluno, não se limita apenas ao domínio cognitivo, exige a expressão de valores, atitudes, sentimentos, crenças e aspirações. Visando a preparação do aluno para o exercício da cidadania, trabalhamos valores, normas e atitudes para o desenvolvimento individual e coletivo. Nossos alunos são preparados para os grandes desafios que haverão de enfrentar no mundo competitivo em que vivemos. Nossa Escola se dedica com entusiasmo e profissionalismo à educação e, como resultado dessa dedicação, conquista a confiança da comunidade.

Com esta metodologia desenvolve uma temática sobre as relativas compreensões das ações entre educador e educando e seus desafios. Precisa cuidar para que o processo educacional evidencie-se pelo desafio educativo e formativo. Transformar um “pesquisador profissional” em um “profissional pesquisador”.



PALAVRA – CHAVE: Educação. Ensino-aprendizagem. Desafios. Inovações pedagógicas.

INTRODUÇÃO



Este artigo apresenta a tendência vigorosa de compreender a aprendizagem como fenômeno reconstrutivo, ressaltando a pesquisa como seu ambiente próprio. O artigo tem como principal finalidade de analisar os conhecimentos educacionais como ferramenta de compreensão e transformação do mundo em que vive, e ter a noção da intelectualidade de cada ser, buscando maneiras ou aspectos que estimulem interesse, formas críticas de verem o meio, investigar, vendo as disciplinas como desafios reconstrutivos.

Consolidar saberes, habilidades e valores pautados na práxis pedagógicos crítica e reflexiva, através da análise da realidade educacional e das produções acadêmicas que foram relevantes na Licenciatura em Pedagogia.

Nesse mister, procede a um diagnóstico da realidade escolar, desenvolve análise documental para situar as ações no contexto do movimento de reorganização curricular e de renovação das formas de difusão do conhecimento Pedagógico e encaminha perspectivas de intervenção na realidade pesquisada. Pois esse minucioso documento produzido pelos Graduandos Lúcia Pinto Gomes e Lindinalva Alves Moreira do curso de Licenciatura em Pedagogia pela Universidade Luterana do Brasil na modalidade de Educação a Distância, na UP de Contendas do Sincorá-BA, consistindo em um trabalho de sistematização, registro, reflexão e auto-avaliação da práxis pedagógica desenvolvida no percurso da sua vida acadêmica. O desafio para os estudantes de licenciatura em Pedagogia é mudar a forma de pensar e de ensinar.

O papel da educação na sociedade tecnológica é a centralidade do conhecimento nos processos de produção e organização da vida social rompe com o paradigma segundo o qual a educação seria um instrumento de “conformação” do futuro profissional ao mundo do trabalho. Disciplina, obediência, respeito restrito às regras estabelecidas, condições até então necessárias para a inclusão social, via profissionalização, perdem a relevância, face às novas exigências colocadas pelo desenvolvimento tecnológico e social.

“O papel da educação é de nos ensinar a enfrentar a incerteza da vida; é de nos ensinar o que é o conhecimento, porque nos passam o conhecimento, mas jamais dizem o que é o conhecimento. ( …) Em outras palavras, o papel da educação é de instruir o espírito a viver e a enfrentar as dificuldades do mundo”.

Edgar Morin (entrevista tve brasil - 02/12/02).

As pesquisas e práticas pedagógicas têm a finalidade explícita de tornar os indivíduos participantes do processo educativo. Portanto, sob essa visão, firma-se o desejo e a responsabilidade de passar por essa experiência de grande importância para complemento da formação enquanto educadores e construtores de uma sociedade mais justa, humana e solidária.

A partir da obra de Piaget, a construção do conhecimento recebeu o nome de "construtivismo". No entanto, o reconstrutivismo vai além, porque considera que, normalmente. Reconstruímos conhecimentos, porque partimos do que já conhecemos, aprendemos a partir do que já está disponível na cultura; a construção do conhecimento também pode ocorrer, mas é um passo de originalidade acentuada, dificilmente aplicável no dia-a-dia. A aprendizagem reconstrutiva apresenta-se como um desafio no que se refere ao ato de aprender; é mais do que de ensinar; tem como contexto central a formação da competência humana. Assim, este tipo de aprendizagem, aproxima-se mais do saber pensar e do aprender a aprender, diferente substancialmente das idéias relacionadas à qualidade total. Ao mesmo tempo, a presença do professor é considerada componente intrínseco da aprendizagem, por ser esta uma habilidade humana e social, não eletrônica ou apenas técnica.

O desafio da aprendizagem reconstrutiva alimenta- se igualmente de certas linhas de pensamento do conhecimento pós-moderno, sobretudo no que se reporta à problemática da incerteza, da complexidade do real e da interdisciplinaridade. Ao contrário do ensino, que se esforça por repassar certezas e que é reconfirmada na prova, a aprendizagem busca a necessária flexibilidade diante de uma realidade apenas relativamente formalizada, valorizando o contexto do erro e da dúvida: quem não erra, nem duvida, não pode aprender. Trata-se, pois, de uma visão mais dinâmica do processo de aprender, que combate, com veemência, a propensão instrucionista ainda existente, fixada no treinamento de fora para dentro e marcada pela idéia de ensino, cujas teorias estão presas ao como ensinar, e não, com o como aprender. Ainda se teima em desmerecer e desprezar a aprendizagem da e para a vida, sem os estereótipos da escola. Conserva-se o sentido forte da avaliação sistemática, entretanto, é através da aprendizagem da e para a vida que a avaliação deve ser considerada como sinônimo de aprendizagem e que, no fundo, é sua única razão de ser. Nessa concepção, inclui-se uma forte crítica à aula expositiva, geralmente distribuidora de certezas, doutrinadora, instrutiva e de treinamento.

Ainda que muitos professores esforcem- se por tentar que suas aulas aconteçam dentro de um ambiente participativo, a marca deixada é a de conhecimento imposto de fora para dentro e de cima para baixo e, o aluno, a rigor, não é, verdadeiramente, sujeito de sua própria história. Já na visão reconstrutivista, a aprendizagem alimenta- se da dúvida e das incertezas, nutre-se da flexibilidade das indagações profundas, vê no saber pensar a dinâmica permanente de um movimento aproximativo que jamais se esgota em si mesmo, aprende a aprender.

É preciso que se entenda definitivamente que, não se pode questionar sem ser questionado, não se pode formar consciência crítica sem tê-la, não se pode avaliar sem ser avaliado. A coerência da crítica está na autocrítica, e é por isso que, quem sabe pensar, sabe, sobretudo, que sabe pouco. Aprender não significa acabar com as dúvidas, mas conviver criativamente com elas. O professor, não deve, jamais, tirar dúvidas, mas fazer com que outras tantas surjam. O conhecimento faz parte de um processo dinâmico de questionamento permanente, não gerando respostas definitivas, mas perguntas inteligentes. O professor que tira dúvidas inibe o aluno de aprender, pois impede que se realize o processo de saber pensar. E quem sabe pensar, não encontra coisas definitivas, mas harmoniza-se com a imprecisão da realidade e a precariedade da ciência.

A formação da consciência crítica e criativa faz parte do saber pensar, que é, antes de tudo, saber desconfiar e desconstruir, ler a realidade com olhos bem abertos. De certa maneira, a aula tem a ver com aprendizagem, assim como o ensino tem a ver com educação. Ambos existem e se interconectam, mas é apenas o segundo termo que tem o real sentido educativo.





DESENVOLVIMENTO



O objetivo dessa análise é abordar o papel e o lugar da Educação, do Conhecimento, do Educador, do Educando e da Escola, na construção do seu Projeto Político-Pedagógico e a inserção dos professores, em seu pleno exercício da cidadania e analisar o movimento educacional na tecnologia e sociedade, no contexto atual da educação básica e as estratégias metodológicas de ensino e aprendizagem nas disciplinas atuais.

Bem como potencializem a interação entre aluno-professor e aluno-aluno para a permanente negociação dos significados dos conteúdos curriculares, de forma a propiciar formas coletivas de construção do conhecimento.

A partir daí pode se especificar sobre:

• Posicionar-se de maneira crítica, responsável e construtiva nas diferentes situações;

• Conhecer e refletir sobre a importância e o papel da educação a partir de sua constituição histórica;

• Reconhecer a Pesquisa e Prática Pedagógica como campo necessário de interação com as demais disciplinas, construindo e produzindo diversos saberes;

• Compreender princípios e métodos da Pesquisa e Prática Pedagógica, como campo estrutural/organizacional de desempenho sistemático da práxis pedagógica;

• Desenvolver o conhecimento ajustado de si mesmo e o sentimento de confiança em suas capacidades afetiva, física, cognitiva, Ética, estética, de inter-relação pessoal;

• Mostrar os conhecimentos adquiridos no decorrer da formação;

• Mudar a visão dos aprendizes a respeito do pensamento Pedagogico;

• Mostrar relatórios que auxiliou e podem auxiliar em estudos e trabalhos futuros;

• Identificar as aplicabilidades dela em sala de aula;

• Transmitir a educação de formas inclusiva, visando a maior compreensão do conteúdo abordado.

• Identificar e discutir a animação do conhecimento na metodologia e na sociedade numa abordagem mediada pelo ensino e aprendizagem das Informações Pedagógica.

O primeiro contato ocorrido nas escolas com os Estágios Supervisionados constatou que as propostas significativas a respeito da analise e compreensão e a formação do individuo, estimulando a participação do mesmo em seu ambiente. Essas propostas detiveram a base para a pesquisa analise e pratica durante a passagem acadêmica.

A abordagem da interdisciplinaridade proposta pelos Estágios permitiu o trabalho interdisciplinar espontâneo, como uma conseqüência da metodologia empregada. Quando o professor proporciona ao aluno situações que lhe permitem construir seu conhecimento, o ensino torna-se interdisciplinar, uma vez que o educando buscará dentro de suas necessidades, outros componentes curriculares.

O currículo, enquanto instrumentação da cidadania democrática deve contemplar conteúdos e estratégias de aprendizagem que capacitem o ser humano para a realização de atividades nos três domínios da ação humana: a vida em sociedade, a atividade produtiva e a experiência subjetiva, visando à integração de homens e mulheres no tríplice universo das relações políticas, do trabalho e da simbolização subjetiva.

Segundo os PCNS o papel da educação deve está alicerçada nos quatro pilares da educação:

“A educação deve cumprir um triplo papel: econômico, científico e cultural e também a educação devem ser estruturados em quatro alicerces: aprender a conhecer; aprender a fazer; aprender a viver e aprender a ser (UNESCO, BRASIL, p. 31,1999).”

A aprendizagem é a ação ou reação que é desencadeada por um sentimento de desajustamento experimentado pelo individuo diante da quebra do seu equilíbrio vital por uma situação nova, e se dá no sentido de produzir uma resposta conveniente à nova situação para restaurar esse equilíbrio, e passa as integrar o equipamento de comportamentos adquiridos pelo sujeito.

O profissional deverá demonstrar capacidade de promover a integração contínua dos saberes na prática Pedagógica, articulada a uma postura crítica e reflexiva da realidade sócio-espacial e cultural de onde se está inserido, proporcionando meios do educando compreendendo a educação como fator construtor da cidadania e a importância do professor na melhoria da qualidade de vida.

O estudo sócio-histórico-educacional da pesquisa e da prática pedagógica permite a ampliação de reflexões sistemáticas das concepções e práticas da visão do currículo e planejamento, permeada de ideologias, cultura e relações de poder, refletido na ação/formação do educador. Ressaltamos que aprender significa elaborar uma representação pessoal do conteúdo objeto da aprendizagem, fazê-lo seu, interiorizá-lo, integrá-los nos próprios esquemas de conhecimento, exigindo uma constante revisão da prática educativa e, principalmente, um educador/pesquisador. Dessa forma, a concepção de projeto integrador aqui adotado é a de um espaço de trabalho interdisciplinar, destinado não só à apreensão pelo aluno de conteúdos, conceitos, procedimentos e atitudes, mas de uma postura reflexiva e crítica e de um sistema de valores morais.

Diversificada foram às teorias que dão auxilio no decorrer de longas jornadas, e muitos teóricos contribuíram para o êxito de trabalhos e estruturação de conhecimentos nesse processo.

Para a Gestalt representada por Koffka, Köhler e Wertheimer, aprender é reagir a situações totais, descobrindo as relações no todo percebido. É um processo ativo, inteligente e global de aquisição de estruturas, de formas; é perceber relações, estruturar o campo percebido.

Para Piaget o fenômeno da aprendizagem manifesta-se como uma modificação de conduta resultante da transformação de um esquema de ação, de natureza sensório-motora ou cognitivo-reacional, cuja tendência inicial é assimilar objetos, incorporando-os a certo padrão de conduta já existente, o qual pode se transformar sob o efeito da acomodação aos objetos.

O processo de aprendizagem para Paulo Freire 1989, “A apreensão do conhecimento do objeto é estabelecida fundamentalmente no alto de ensinar e de aprender, do qual o educando e educador faz parte”.

Nessa perspectiva, aprender é uma descoberta criadora, com abertura ao risco e a aventura do ser, pois ensinando se aprende e aprendendo se ensina.

“Ter afinidade é muito raro, mais quando ela existe não precisa de códigos verbais para se manifestar. Ela existe antes de conhecimento, irradia durante, perante e depois que as pessoas deixarem de estar juntas”. (Artur da Távola).

Partindo desse pensamento acima se pode entender o quanto é importante ter afinidade com o que se faz, principalmente quando se fala da ação docente. Esse gosto por ser um educador norteará o processo de ensino-aprendizagem para direções de sucesso e realização pessoal e profissional, sonhos tão almejados a serem realizados por todos. Essa capacidade de gostar do que se faz, nos leva ao desejo de aprimorarmos ainda mais o nosso ofício, assim sendo, melhor serviremos ao próximo com as nossas aptidões aperfeiçoadas em bem canalizadas em alvos certos.

Atualmente não basta canalizarmos energias e recursos diversos para o melhoramento do processo de Ensino-Aprendizagem no espaço escolar. Deve haver sim um esforço no sentido de se centralizar as energias no tratamento dos assuntos que fazem parte da vivência do educando, como também que transmita significados na ação do educador.

Diante do exposto acima, faz-se necessário destacar, que todo processo que encaminhou a prática pedagógica, contribuiu para o sucesso pessoal e profissional.





CONCLUSÃO



A realização deste artigo foi obter um analise no rendimento do trabalho que o curso de licenciatura em Pedagogia foi capaz de garantir. O efeito combinado dos resultados foi suficiente para atingir um percentual do objetivo do curso. Como o esperado foi atingido com um índice de aprendizagem considerável. Os resultados apresentados naquela sala lotada e difícil de controlar foram além das expectativas de muitos, porém, com esforço e muito trabalho obteve êxitos sobre as dificuldades.

Sabe-se que não é fácil ter êxitos nas varias áreas da vida, e que muitos são os empecilhos que atrapalham a caminhada, mas, com garra, com ousadia, coragem, determinação, entre outros, podem concretizar sonhos, e vitórias chegarão. E a aprendizagem flui na caminhada, os resultados são frutos que estão colhendo, onde os profissionalizantes já estão lecionandos e fazendo valer a longa jornada durante todo esse curso. E a aprendizagem se torna algo continua em muitas vidas, aprendendo com as experiências vivenciadas com os alunos em classe.

Julgar o conhecimento durante todo esse curso, ou fazer uma estatística seria algo que daria imprecisão, mas o que determinará a aprendizagem e o que esse curso ofereceu será a uma vida como profissionais e que profissionais serão.

Sabe-se que os resultados foram proveitosos, e as aprendizagens cometidas por meio dos mestres foram de bom grado, e os estudos a cima dos temas transversais como foi explanado, foi algo que capacitou para estar aptos e integrados no âmbito escolar e nas perspectivas futuras com relação à educação.

Estar estagiando em escolas a níveis diferentes no fundamental e na educação inicial, obteve experiência, e possibilitando praticas pedagógica, e envolveu no mercado de trabalho.

Praticando uma pesquisa pedagógica na qual a aprendizagem não ocorra apenas na sala de aula, mas em todos os campos da sociedade, onde o processo de ensino formal se dê em conjunto com a educação informal, integrando-se às redes e relações que conectam as pessoas na escola, na comunidade, no mundo, com impacto na transformação da realidade.

Um jeito novo de educação onde o exercício da cidadania seja à base de ensino, na qual as dificuldades enfrentadas pelo professor como: a dinâmica e as condições apropriadas não prejudiquem o conhecimento e habilidades básicas do educando, tendo como preocupação principal a participação critica solidária, criativa e construtiva dos alunos no enfrentamento de problemas reais da escola, na comunidade e na vida social.

Essa visão de uma escola que se compromete com a mudança social tem raízes no pensamento de educadores como Freire, o qual acreditava que “se a educação sozinha não transforma a sociedade, tampouco, a sociedade muda”.

O professor não pode ensinar conhecimentos que desconhece e desenvolver nos alunos competências que não possui, por isso é preciso que os docentes tenham desenvolvido tais competências de forma plena, ou seja, devem ter um bom domínio das habilidades e competências previstas para os ingressantes do ensino.

É preciso que o professor ensine com uma atividade humana e mostrando que existem riscos e benefícios na aplicação dos conhecimentos Pedagógicos.

Por tanto, habilidades, competências e ética são excepcional na vida profissional do professor.

“Tudo o que é útil, e tudo o que é nobre na terra, exige preparação” (Albino Teixeira).

Contudo, o professor é peça essencial na tarefa de educar e ensinar com consciências e sensibilidade, tornando-se um profissional reflexivo e critico, formando pessoas para a humanidade em busca constante de informação e conhecimento para um futuro melhor e mais digno.

Sendo protagonista dessa aprendizagem, resumo o sentimento a essa citação de Paulo Freire:

“Não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino. Esses que - fazeres se encontra um no corpo do outro. Enquanto ensino contínuo buscando, reprocurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para constatar, constatando, intervenho, intervindo educo e me educo. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar ou anunciar a novidade. (Freire, 1996, p. 14)”.



O trabalho realizado foi um desafio reconstrutivo, proveitoso de tal forma que poder compartilhar experiências nos dar prazer e certo ar de superação em mais um obstáculo vencido em uma vida. E isto implica três pressupostos: auto-realização do educando; qualificação para o trabalho; e preparo para o exercício consciente da cidadania através de uma política pedagógica que estimule o estudante a pensar de forma crítica e consciente.

"Uma educação completamente diferente da colonial. Uma educação pelo trabalho, que estimule a colaboração e não a competição. Uma educação que dê valor à ajuda mútua e não ao individualismo, que desenvolva o espírito crítico, a criatividade e não a passividade. Uma educação que se fundamente na unidade da prática e da teoria, entre o trabalho manual e o trabalho intelectual que, por isso, incentive os educandos a pensar certo. Uma educação que não favoreça a mentira, as idéias falsas, a indisciplina. Uma educação política, tão política quanto qualquer outra educação, mas que não tenta passar por neutra. Ao proclamar que não é neutra, que a neutralidade é impossível, afirma que a sua política é a dos interesses do nosso Povo." (FREIRE, 1999).





REFERÊNCIAS



BRASIL – Secretaria de Educação Média e Tecnologia. Parâmetros Curriculares Nacionais: Ensino Médio- Bases legais, V, 1, 2, 3.Brasília: MEC, 1999.

DEMO, Pedro. Aprender: O Desafio Reconstrutivo. In: Metodologia do Trabalho Científico. Salvador 2005, pgs 02 a 08.

DEMO, Pedro. Pesquisa: principio cientifico e educativo 11. ed. São Paulo: Cortez, 2005.

FREIRE, Paulo. Educação e Mudança. Rio de Janeiro: Paz e terra, 1989.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo, Paz e Terra, 1997.

FREIRE, PAULO. Pedagogia da autonomia. Saberes necessários à pratica educativa. 17 ed. São Paulo: Paz e Terra, 2001.

FREIRE, Paulo. A Importância do Ato de Ler. Cortez, 1999.

FULLAT. Octavi. Filosofias da Educação. Vozes, RJ, 1994.

GARRIDO, Selma. Estágio e Docência. São Paulo: Cortez 2001. Pg 62.

GADOTTI, Moacir. Pedagogia da Práxis. São Paulo, Cortez, 1995.

TÁVOLA, Artur da. Sobre a Afinidade. Textos. In: Módulo 2: Fundamentos Histórico-Filosóficos da Educação, p. 36.

VYGOTSKY, L. S. Pensamento e linguagem. Lisboa: Antídoto, 1997

sexta-feira, 16 de abril de 2010

OLHE PRA CIMA SEMPRE



OLHAR PARA CIMA CERTA VEZ UM JOVEM MARINHEIRO TEVE QUE SUBIR AO MASTRO DURANTE UMA TEMPESTADE.AS ONDAS LEVANTAVAM O BARCO PARA ALTURAS ESTONTEANTES E LOGO EM SEGUIDA JOGAVAM-NO PARA PROFUNDEZAS ABISMAIS O JOVEM MARUJO COMEÇOU A SENTIR VERTIGEM E ESTAVA QUASE CAINDO O CAPITÃO GRITOU:"MOÇO, OLHE PARA CIMA". DE MANEIRA DECIDIDA, O MARINHEIRO DESVIOU O OLHAR SEU OLHAR DAS ONDAS AMEAÇADORAS E OLHOU PARA CIMA. ELE CONSEGUIU SUBIR COM SEGURANÇA E EXECUTAR A SUA TAREFA QUANDO OS DIAS DE TRIBULAÇÃO REVOLVEM A NOSSA VIDA, QUANDO AS TEMPESTADES DA VIDA NOS CONFUNDEM, PERDEMOS O EQUILIBRIO E SOMOS AMEAÇADOS DE DESPENCAR. ENTRETANTO SE DESVIAR-MOS NOSSO OLHAR DOS PERIGOS E OLHARMOS PARA O AJUDADOR, SE BUSCARMOS A FACE DO SENHOR EM ORAÇÃO E AGARRAMOS A SUA PODEROSA MÃO, NOSSO CORAÇÂO SE AQUIETARÁ, RECEBEREMOS FORÇA E PAZ PARA PODERMOS EXECUTAR AS NOSSAS TAREFAS EM MEIO AS TEMPESTADES E FINALMENTE SEREMOS VITORIOSOS.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

O porco e o cavalo

Recebi de Lala e achei magnífica reflexão!
Essa é uma boa mensagem para refletir.






Um fazendeiro colecionava cavalos e só faltava uma determinada raça.

Um dia ele descobriu que o seu vizinho tinha este determinado cavalo.

Assim, ele atazanou seu vizinho até conseguir compra-lo.

Um mês depois o cavalo adoeceu, e ele chamou o veterinário :

- Bem, seu cavalo está com uma virose, é preciso tomar este medicamento durante 3 dias, no terceiro dia eu retornarei e caso ele não esteja melhor, será necessário sacrificá-lo.

Neste momento, o porco escutava toda a conversa.

No dia seguinte deram o medicamento e foram embora.

O porco se aproximou do cavalo e disse :

- Força amigo ! Levanta daí, senão você será sacrificado!

No segundo dia, deram o medicamento e foram embora.

O porco se aproximou do cavalo e disse :

- Vamos lá amigão levanta senão você vai morrer ! Vamos lá, eu te ajudo a levantar.... Upa !

No terceiro dia deram o medicamento e o veterinário disse :

- Infelizmente, vamos ter que sacrificá-lo amanhã, pois a virose pode contaminar os outros cavalos.

Quando foram embora, o porco se aproximou do cavalo e disse :

- Cara, é agora ou nunca, levanta logo ! Coragem ! Upa ! Upa ! Isso, devagar ! Ótimo, vamos, um, dois, três, legal, legal, agora mais depressa vai... Fantástico ! Corre, corre mais ! Upa ! Upa ! Upa !!! Você venceu, Campeão !

Então, de repente o dono chegou, viu o cavalo correndo no campo e gritou:

- Milagre ! O cavalo melhorou. Isso merece uma festa... 'Vamos matar o porco!





Isso acontece com freqüência..... no ambiente de trabalho, nos relacionamentos, na vida!

Ninguém percebe...... ninguém diz "obrigado", "parabéns"......



O valor do ser humano, hoje, está na frieza, na ganância, no egoísmo!

Saber viver sem ser reconhecido é uma arte, afinal quantas vezes fazemos o papel do porco amigo ou quantos já nos levantaram e nem o sabor da gratidão puderam dispor ???

Se algum dia alguém lhe disser que seu trabalho não é o de um profissional, lembre-se : Amadores construíram a Arca de Noé e profissionais, o Titanic.

Procure ser uma pessoa de valor, em vez de ser uma pessoa de sucesso.

Agora reflito sobre o texto, quando trabalhamos esperando recompensas , geralmente nos frustamos pois o ser humano está mais acostumado a quem lhe faz o mau do que a quem lhe faz o bem, pois quem faz o bem é superior a você.
Trabalhe pra você! Viva pra você! Alegre-se com o seu resultado, afinal você é a pessoa mais importante para você, se não é, merece  ser porco rsrsrsrsrsr

domingo, 31 de janeiro de 2010

A ATITUDE DOS PÁSSAROS



Você já se dedicou a observar a atitude dos pássaros perante as
adversidades?
Eles passam dias e dias construindo seu ninho,
recolhendo materiais, às vezes trazidos de lugares longínquos…
… E, quando fica pronto e se aprestam a pôr os
ovos, as inclemências do Tempo, a obra do ser humano ou de algum animal o
destrói e acaba com aquilo que custou tanto esforço…
O quê o pássaro faz?
Paralisa-se? Abandona a tarefa?
De jeito nenhum. Ele começa de novo, uma e outra
vez até que no ninho apareçam os primeiros ovos.
Em algumas ocasiões antes de nasceres os filhotes,
algum animal, uma criança, uma tormenta, destroem de novo o ninho, mas desta
vez perde-se também o seu precioso conteúdo.
Dói recomeçar de zero… Mas mesmo assim o pássaro
não emudece, nem recua, segue cantando e construindo, construindo e cantando…
Você já sentiu que sua vida, seu trabalho, sua
família, seus amigos não são os que você sonhou?
Já quis dizer chega, não vale a pena o esforço, isto é muito para mim?
Está cansado de recomeçar, do desgaste, da luta
diária, da confiança traída, das metas não atingidas quando você estava perto
de consegui-las?
Mesmo que a vida lhe golpeie mais de uma vez, não
se entregue nunca, ponha sua esperança à frente e arremeta.
Não se preocupe se no meio da batalha receber
alguma ferida, é de esperar que algo assim aconteça.
Junte os pedaços da sua esperança, arme-os de novo
e arremeta mais uma vez.
Não se importe com o que aconteça… não fraqueje,
siga em frente.
A vida é um desafio constante que vale a pena
encarar.
E, acima de tudo… nunca deixe de cantar.
                                        Desconheço autoria

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Haiti.
(Caetano Veloso e Gilberto Gil, letra de Caetano Veloso)
Quando você for convidado pra subir no adro da
Fundação Casa de Jorge Amado
Pra ver do alto a fila de soldados, quase todos pretos
Dando porrada na nuca de malandros pretos
De ladrões mulatos
E outros quase brancos
Tratados como pretos
Só pra mostrar aos outros quase pretos
(E são quase todos pretos)
E aos quase brancos pobres como pretos
Como é que pretos, pobres e mulatos
E quase brancos quase pretos de tão pobres são tratados
E não importa se olhos do mundo inteiro possam
estar por um momento voltados para o largo
Onde os escravos eram castigados
E hoje um batuque, um batuque com a pureza de
meninos uniformizados
De escola secundária em dia de parada
E a grandeza épica de um povo em formação
Nos atrai, nos deslumbra e estimula
Não importa nada
Nem o traço do sobrado, nem a lente do Fantástico
Nem o disco de Paul Simon
Ninguém
Ninguém é cidadão
Se você for ver a festa do Pelô
E se você não for
Pense no Haiti
Reze pelo Haiti

O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui

E na TV se você vir um deputado em pânico
Mal dissimulado
Diante de qualquer, mas qualquer mesmo
Qualquer qualquer
Plano de educação
Que pareça fácil
Que pareça fácil e rápido
E vá representar uma ameaça de democratização
do ensino de primeiro grau
E se esse mesmo deputado defender a adoção da pena capital
E o venerável cardeal disser que vê tanto espírito no feto
E nenhum no marginal
E se, ao furar o sinal, o velho sinal vermelho habitual
Notar um homem mijando na esquina da rua
sobre um saco brilhante de lixo do Leblon
E quando ouvir o silêncio sorridente de São Paulo diante da chacina
111 presos indefesos
Mas presos são quase todos pretos
Ou quase pretos
Ou quase brancos quase pretos de tão pobres
E pobres são como podres
E todos sabem como se tratam os pretos
E quando você for dar uma volta no Caribe
E quando for trepar sem camisinha
E apresentar sua participação inteligente no bloqueio a Cuba
Pense no Haiti
Reze pelo Haiti

O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui 


"Faz 17 anos que Caetano Veloso e Gilberto Gil comemoraram, com um belíssimo disco ("Tropicália 2"), os 25 anos da Tropicália, movimento artístico integrado por eles e por gente do calibre de Rogério Duprat, Torquato Neto, Os Mutantes, José Carlos Capinan e o grande Tom Zé.
O CD "Tropicália 2" é aberto pela antológica "Haiti", melodia de Caetano Veloso e Gilberto Gil, com letra (só) de Caetano Veloso, "O Haiti foi a primeira nação negra das Américas e chegou a ter importante papel no cenário econômico internacional, como grande produtor de açúcar. Depois de idas e vindas em embates com a metrópole (França), da independência, de drásticas mudanças na cadeia produtiva, da invasão (no século 20) por fuzileiros navais americanos, o país chegou à sanguinária ditadura Doc (Papa Doc e Baby Doc) e à condição de mais pobre país das Américas".
Quando Caetano diz "O Haiti é aqui / O Haiti não é aqui", refere-se ao fato de que, em muita coisa, o Brasil e o Haiti são semelhantes. Refere-se também ao fato de que, pelas semelhanças (histórica, étnica, econômica, sobretudo quando se trata de alguns estratos da sociedade brasileira, do resultado da monocultura do açúcar etc.), certa parcela do Brasil pode, sim, ter o mesmo destino do Haiti (se é que já não o tinha ou tem), daí o pedido para que pensemos no Haiti e rezemos por ele, o que, ao fim e ao cabo, implica pedir que se pense nesse estrato do Brasil e se reze por ele.
A realidade Haitiana não é tão distante da realidade dos morros cariocas, ou das catastrófes que acontecem por falta de zelo a coisa pública, do olhar sério para políticas públicas do nosso país.
Quando lembro dos 111 mortos no Carandiru me faz pensar que o Haiti é aqui, , quando penso na Candelária me faz pensar que o Haiti é aqui, quando penso que junto de cada mansão existente no Brasil tem uma favela próxima me faz pensar que o Haiti é aqui, quando precisamos do exército para entrar no morro me faz pensar que o Haiti é aqui, 17 anos se passaram e parece que Caetano escreveu a canção no dia da tragédia, já revista por muitos, diga-se de passagem, mas que só agora ganha o cenário mundial.
Quantos Haitis ainda terão que existir para que tenhamos dignidade, honradez e respeito pelo ser humano indeendente, de condição social, cor, raça ou credo?
Isa Croesy



sábado, 16 de janeiro de 2010

Simplismente seja....





SEJA FONTE...

Fonte de água pura e cristalina.
Seja água abundante para quem tem sede de amor,
de carinho, de força, de apoio, de diretriz.
Se você não tem nenhum motivo para ser feliz,
seja feliz por ser fonte.
Por ser procurado por aqueles que 
precisam de você.

Seja Porto...

Porto de chegada de almas cansadas,
seja porto para aqueles que andam perdidos
pelo mundo,
e que precisam de um lugar tranquilo para descansar
o fardo que carregam.
Para ser porto de chegada, abrace, afague,
receba, dê boas vindas.
Seja porto de saída, saída para quem precisar partir,
despedindo-se das ilusões, das dores,
dos fracassos e decepções,
partindo para uma vida melhor; para isso,
ajude, apóie,
converse, estenda as mãos, ouça, oriente.
Seja também um porto seguro,
para quem te ama e te precisa,
porto seguro para os amigos, para a família,
para quem precisar.
Para ser porto seguro,
esqueça o ego e pense no próximo,
esqueça suas dores e amenize as dores do próximo.
Esqueça sua fraqueza e se torne forte para os outros.
Se você não tem motivos para ser feliz,
seja feliz por ser porto,
para receber aqueles que procuram por ti.

Seja Ponte...

Ponte que liga a vida terrena à eternidade do céu..
Para ser ponte, compreenda,
perdoe e deixe as pessoas passarem por você.
Para ser ponte, 
esteja no fim da estrada daqueles que não encontram
o caminho de volta.
Seja a passagem, e não o atalho,
seja o caminho livre e não o pedágio.
Se você não tem outro motivo para ser feliz,
seja feliz por ser ponte.
Ponte significa união, ligação, laços de afeição.


Seja Estrada...

Estrada longa, gostosa de passear,
estrada iluminada de dia pelo Sol e de noite pelo luar.
Seja estrada que guia,
estrada que conduz a outros caminhos.
Se você não tem outro motivo para ser feliz,
seja feliz por ser estrada,
estrada dos peregrinos da vida,
estes plantarão flores aos seus pés.
Seja estrada para os caminhantes do tempo,
estes regarão as suas flores.
Seja estrada para os andarilhos do mundo,
estes poderão colhê-las, e sentir o seu perfume.

Seja Estrela...

Seja a estrela que mais brilha no firmamento.
Seja a estrela inspiradora dos poetas,
dos românticos e apaixonados.
Para ser estrela, ilumine os que te cercam,
distribua luz gratuitamente.
Seja estrela guia, estrela da sorte.
Se você não tem outro motivo para ser feliz,
seja feliz por ser estrela,
porque as estrelas estão sempre no alto,
são soberanas porque guiam os navegantes.

Seja Chuva...

Chuva que molha os corações secos, vazios de amor,
de esperança, de paz.
Seja chuva que inunda os campos áridos,
que molha os jardins,
que dá vida a toda vegetação,
e faz transbordar os rios.
Se você não tem outro motivo para ser feliz,
seja feliz por ser chuva;
a chuva é sempre esperada,
porque dela depende a continuidade de toda
a humanidade.

Seja Árvore...

Árvore que dá frutos para quem tem fome,
que dá sombra e refresca
o árduo calor dos caminhantes que seguem pela vida.
Seja árvore que aninha, que acolhe os passarinhos,
que enfeitam os quintais.
Se você não tem outro motivo para ser feliz,
seja feliz por ser árvore.
Porque ser árvore é ter raízes sólidas e profundas.
É ter braços que se alongam, que se estendem...
É produzir flores para enfeitar a alma de alguém,
é ser forte e enfrentar temporais.
É ter suas folhas embaladas pelo vento,
é ser molhada pela chuva,
e acalentada pelo Sol, é fazer parte da Criação,
como um ser único.

Ser Fonte,
ser Porto,ser Ponte ou Estrada,
ser Estrela,
ser Chuva ou ser Árvore...
é servir a Deus.